Warning: The table 'watchdog' is full query: INSERT INTO watchdog (uid, type, message, severity, link, location, referer, hostname, timestamp) VALUES (0, 'php', '<em>Can&amp;#039;t open file: &amp;#039;cache_menu.MYI&amp;#039; (errno: 145)\nquery: DELETE FROM cache_menu WHERE cid = &amp;#039;0:pt-br&amp;#039;</em> in <em>/home/www/drupal52/includes/database.mysql.inc</em> on line <em>172</em>.', 2, '', 'http://www.fisl.com.br/9.0/www/node/522', '', '38.103.63.61', 1231285925) in /home/www/drupal52/includes/database.mysql.inc on line 172
Semeando Software Livre | fisl9.0

Semeando Software Livre

user warning: Can't open file: 'cache_menu.MYI' (errno: 145) query: DELETE FROM cache_menu WHERE cid = '0:pt-br' in /home/www/drupal52/includes/database.mysql.inc on line 172.

19/04/2008 - Quem viu circular pelo 9º Fórum Internacional Software Livre, em Porto Alegre, pacotes de sementes escuras e inusitadas, ainda não sabia que naquela pequena embalagem havia muito mais que alimento.

As sementes livres do Projeto Germinar, disseminadas desde 2005 em 20 comunidades quilombolas na região de Mostardas e Restinga Seca (RS), têm o mesmo norte que rege a filosofia do SL: “toda semente carrega o código genético com as informações que a planta necessita para germinar e crescer. É como se nela estivesse o software que se transformará em programas. Mas ambos têm que ser livres, de acesso aberto”, compara Nelson Dias Diehl, coordenador do Núcleo de Ecologia e Agriculturas da Guayí, ONG com com sedes nas cidades de Porto Alegre e Caxias do Sul (www.guayi.org.br).

Ao lado dele, a editora da revista The Ecologist, Vanéte Farias Lopes, analista de sistemas por formação, é integrante do Movimento Ambientalista e defende, com unhas e dentes, que os produtos gerados na terra também sejam livres de patentes e em todos os sentidos. “Não queremos sementes híbridas, nem trangênicas e muito menos produtos com patentes e agrotóxicos. Essa é nossa grande semelhança com o Software Livre: o código é aberto”, completa.

Ela explica que a semente livre pode ser “programada” para crescer nas condições em que o agricultor deseja, adequando-a ao ambiente em que ele vive. “Ela pode se adaptar ao clima em que será plantada, de acordo com as necessidades”, exemplifica.

No fisl9.0
Quando teve início o projeto dentro do Núcleo de Ecologia e Agriculturas da Guayí, os ambientalistas contam que receberam apoio da Associação Software Livre.Org, através do fisl. “Eles nos repassaram recursos para a compra de mudas de árvores frutíferas e de outros alimentos para a implantação em 562 hortas e pomares auto-sustentáveis e foi um sucesso”, constata.

Segundo ela, decidiram vir ao fisl9.0 pela primeira vez para mostrar o resultado deste apoio inicial. “Distribuímos gratuitamente no evento sementes livres do Arroz Quilombola, da espécie Oryza Glabérrima – o primeiro cultivado no Brasil, em 1600”, ensina. Nelson conta ter sido o Fórum uma grata surpresa. “Ficamos admirados ao perceber que neste mundo de SL todos que nos visitaram até agora no estande, falavam a nossa língua, a da liberdade”.

Resistência
Conforme Vanéte, os quilombos são redutos de resistência, pois além das agruras que sofriam em decorrência da escravidão, foram proibidos pela coroa portuguesa de cultivar esse arroz africano.

“No entanto, este produto que foi trazido ao Brasil nos Navios Negreiros para matar a fome dos negros contrabandeados, acabou sendo banido do comércio, em 1730. A família Real optou pela produção do arroz asiático e não queria perder lucratividade”, relata ela, que recorda ter havido até punição com um ano de prisão para o português que cultivasse o produto da África. Para o negro e o índio a pena era dobrada. “Mas os quilombolas continuaram a plantá-lo na condição de livres, numa atitude de resistência e afirmação de sua cultura”.

Conforme Nelson, hoje os quilombos precisam de incentivos e estrutura para não só plantar o arroz e outros alimentos. “Eles também necessitam receber condições de armazenar e comercializar este produto cuja única patente é sua história.

Topo